Caracas, 26 (AE-AP) - A decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de nomear o general Lucas Rincón como ministro da Secretaria da Presidência abriu uma polêmica no país. Rincón, 49 anos, até então chefe da guarda presidencial, ocupa a pasta numa mudança sem precedentes na história do país. Até agora os militares só haviam ocupado o cargo de ministro da Defesa. O militar substituirá o jornalista Alfredo Peña, um dos mais próximos colaboradores de Chávez, e que renunciou para tentar uma cadeira na Assembléia Constituinte a ser escolhida em 25 de julho.
Para o advogado Gerardo Blyde, a indicação de Rincón viola o artigo 131 da Constituição que proíbe aos militares da ativa exercerem simultaneamente autoridade militar e civil. Eduardo Fernández, dirigente do partido oposicionista Copei, disse que o presidente deve respeitar as leis e "preservar a vigência do estado de direito na Venezuela".

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