Caracas, 04 (AE-ANSA)- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, defendeu hoje (04) quem se vê forçado a roubar para alimentar seus filhos e assegurou que "também cometeria" um delito numa situação crítica.
"Se visse minha filha a ponto de morrer de fome, creio que sairia no meio da noite para fazer algo para que minha filha não fosse para o túmulo", afirmou.
O presidente, ao falar em um desfile militar em Caracas, disse que agora "não faltará quem diga que Chávez está instigando a delinquência".
Chávez afirmou que não se importa se o decreto convocando um referendo sobre reformas na Constituição "não cumpre não sei o que das leis... se existe um povo que clama por transformação".
Chávez convocou o referendo na terça-feira ao assumir o governo, em meio a fortes críticas da oposição, que teme que ele acumule um poder maior com as reformas.
"Queimei os navios do retrocesso. Não há volta. Estamos aqui desarmando uma bomba relógio", disse o presidente.

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