Chávez acha que não vai precisar decretar emergência
Caracas, 15 (AE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira (15) que acredita que não precisará usar o estado de emergência. "As negociações com o Congresso para aprovar a Lei Habilitante estão avançadas", disse.
A Lei Habilitante dá ao presidente poderes especiais para apressar projetos que visem reanimar a combalida economia do país. O presidente ameaçou os congressistas, na semana passada, com decretar estado de emergência e governar por decreto.
Hoje, a Suprema Corte de Justiça, em conflito com o presidente por causa dos alcances da Assembléia Constituinte, pediu maior poder ao judiciário para ampliar os espaços de independência.
Cecilia Sosa Gómez, presidente da Suprema Corte, foi reeleita no cargo e pediu mais diálogo com o governo. Chávez criticou duramente a Suprema Corte, recentemente, por ela ter rejeitado o caráter "ilimitado" da Constituinte, cuja convocação será decidida em referendo no próximo dia 25.
O presidente propõe que a Assembléia Constituinte dissolva o Congresso e a Suprema Corte, mas o tribunal argumenta que isso não é prerrogativa da Constituinte.
O governo desmentiu que o FMI tenha suspenso visita de trabalho que faria a este país no próximo dia 27. A informação foi dada pelo ministro do Interior, Luis Miquilena, em resposta a rumores divulgados ontem, em Washington, dando conta que o organismo financeiro havia cancelado a viagem por causa dos conflitos envolvendo o Executivo e o Legislativo do país. A missão do FMI tem caráter de rotina. Objetiva tomar pé da evolução da economia e, possivelmente, apoiar a política econômica do governo.





