O pistoleiro Maurício Novaes, o Chapéu de Couro, tido pela Polícia Federal como principal testemunha do assassinato da deputada Ceci Cunha (PSDB-AL), foi preso ontem, em Maceió, acusado de ter cometido um assassinato em Sergipe.
Desde que se apresentou à Polícia Federal há 15 dias, Chapéu de Couro vinha sendo protegido pela PF em hotéis de São Paulo e Maceió (AL). Acabou preso pelos cinco agentes que vinham dando proteção a vida dele. ‘‘Não sabíamos que havia um mandado de prisão contra o Chapéu de Couro, por isso não o prendemos antes. Ao recebermos o documentos, prendemos ele’’, afirmou o superintendente da PF de Alagoas, delegado Cláudio Lima.
O mandado de prisão contra Chapéu de Couro foi expedido no ano passado pela juíza da 10ª Vara Criminal de Aracaju, Aydil Oliveira Teixeira, e remetido na noite de sexta-feira à PF alagoana. A juíza identificou Chapéu de Couro após ver e ouvir, pela TV, o depoimento dele na Comissão de Sindicância da Câmara.
Chapéu de Couro foi transferido ontem pela manhã para Aracaju. O pistoleiro vinha ajudando a PF a rastrear os supostos autores do assassinato de Ceci Cunha. Ele confirma que foi procurado pelo deputado Talvane Albuquerque (PFL-AL) para assassinar, por R$ 200 mil, o também deputado Augusto Farias (PFL-AL).
Chapéu de Couro e seus três irmãos são acusados de terem praticado cerca de 50 assassinatos no Nordeste. ‘‘Não lembro quantos matei. Mas todas as mortes foram para vingar a morte de meu pai quando eu tinha 9 anos. Só me arrependo de uma coisa em minha vida, que foi ter retornado a ligação para o Talvane. Há dois anos eu vivia uma infância que não tive. Até desarmado eu andava em Juazeiro’’, afirmou Chapéu de Couro.

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