Santo André, SP, 10 (AE) - No Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, no Grande ABC (SP), uma única chapa vai concorrer à eleição. O atual presidente, José Tomaz Neto, apóia o nome do tesoureiro, Cícero Firmino da Silva, o "Martinha", para a presidência. Este sindicato, o mais antigo do ABC, desapareceu no início da década, após processo de unificação com o sindicato de São Bernardo do Campo (SP). Renasceu em 1996, depois de um "racha" histórico no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Hoje tem autonomia, embora ainda lute na Justiça pelo direito de representar os metalúrgicos de Santo André.
Tomaz Neto e "Martinha" foram os líderes desse renascimento da entidade. Mas, para isso, tiveram de desafiar a toda a cúpula da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Hoje, na Força Sindical, eles também estão empunhando a bandeira do fortalecimento da representação nos locais de trabalho: dos 72 diretores, 40 ficarão nas fábricas. Além disso, conseguiram criar no sindicato uma extenção do Centro de Solidariedade ao Trabalhador, criação da Força Sindical, que teve sucesso sem precedentes em São Paulo.
O centro é uma espécie de agência de emprego, informatizada, que ajuda trabalhadores na busca por um posto de trabalho, libera seguro-desemprego e encaminha para cursos de qualificação profissional.
Também haverá eleição em São Caetano do Sul. A disputa promete ser a mais quente da região. O candidato à reeleição no Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano Sul, Aparecido Inácio da Silva, o "Cidão", da Força Sindical, está ignorando o fato de o adversário da Chapa 2, Marcelo Toledo, ser da CUT. "Força Sindical e CUT estão hoje muito parecidas", afirma. "A CUT caiu na real e está aproximando-se da gente, partindo para o sindicalismo de resultados, e a Força Sindical está aproximando-se da CUT, ao praticar um sindicalismo mais politizado." O opositor, Marcelo Toledo, critica sim os acordos
mas ataca com mais veemência a falta de democracia no sindicato (controlado quase que desde sempre pelo mesmo grupo político).
Além disso, ele lembra que o grupo de "Cidão" não tem mais representantes nas fábricas de São Caetano do Sul. Muitos dos sindicalistas que ganharam a última eleição, há três anos, acabaram saindo das fábricas com vantajosos acordos financeiros firmados com as empresas. No jargão sindical, isso é um pecado mortal: vender o mandato (por meio de acordo com a empresa), em vez de representar os trabalhadores.

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