Montevidéu, 22 (AE-ANSA) - O chanceler Didier Opertti, do Uruguai, descartou a possibilidade de que a represa brasileira de Itá possa alterar a geração de energia na represa argentino-uruguaia de Salto Grande. Opertti negou as versões de que a represa brasileira de Itá, que deve começar a gerar energia em junho, representaria um risco para o Rio Uruguai, no limite com a Argentina, onde Salto Grande está construída.
O chanceler admitiu, no entanto, que a represa determinará uma "passagem controlada" da água, "dentro de um ritmo diferente pelo represamento" do rio. Opertti mencionou a possibilidade de coordenar ações entre os países que tenham rios com leitos sucessivos como Argentina, Uruguai e Brasil para evitar problemas do tipo.
A capacidade de geração da represa de Salto Grande foi sensivelmente reduzida nas últimas semanas por causa da prolongada seca que atinge a região. O presidente da UTE (Usinas e Transmissões Elétricas), Ricardo Scaglia, disse que Salto Grande passou a gerar para o Uruguai um volume que oscila entre 13 mil e 15 mil megawatts por semana, do volume anterior de 20 mil megawatts por dia.

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