Chanceler cubano diz que Elian é refém da comunidade anticastrista
Pretória, áfrica do Sul, 22 (AE-AP) - O ministro cubano de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, afirmou hoje que o menino Elián González é "refém" de uma "minoria poderosa" que deseja que Cuba e os Estados Unidos se declarem em guerra.
A decisão do juiz federal de Miami que rechaçou a solicitação de asilo político apresentada por familiares de Elián com o objetivo de manter a criança nos Estados Unidos foi "um passo positivo", assinalou Pérez Roque. Mas ele reagiu calorosamente ante a notícia de que os familiares de Elián em Miami haviam apelado da decisão, o que afastaria a possibilidade de que o menino se junte a seu pai Juan González, em Cuba.
"Uma minoria poderosa que só pensa em vingança contra Cuba" está orquestrando a demora da volta de Elián para seu pai
destacou Pérez Roque à AP depois de visitar o presidente sul-africano Thabo Mbeki.
Embora Pérez Roque não tenha dito diretamente a quem se referia, era claro que falava da comunidade anticastrista cubano-americana que reside no sul da Flórida.
"A maioria do povo dos Estados Unidos, o governo dos Estados Unidos e a maioria dos cubanos que residem nos Estados Unidos são reféns, como o menino, da mesma gente... que se apoderou da política cubana dentro dos Estados Unidos e que sonha com uma guerra entre Cuba e Estados Unidos", destacou Pérez Roque. "Trata-se de uma minoria poderosa que só pensa em seus interesses de vingança contra Cuba".





