Chanceler busca estreitar relações com a Espanha
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sábado, 08 de fevereiro de 1997
France Presse 
MADRI - O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Luiz Felipe Lampreia, iniciou ontem, em Madri, uma visita oficial destinada a analisar o estado das relações econômicas e comerciais bilaterais e a forma de amplia-las.
Esta é a primeira visita de um chanceler do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso a Espanha e faz parte das reuniões de alto nível previstas o Tratado Geral de Amizade e Cooperação assinado pelos dois países em 1992.
Em entrevista à imprensa junto com o Ministro espanhol Abel Matutes, Lampreia assegurou que as relações hispânico-brasileiras estão numa boa fase fazendo votos de que o desenvolvimento desse processo seja ainda maior nos próximos meses.
Lampreia, que permanecerá em Madri até amanhã, em visita oficial - partirá em seguida para Londres - se encontrou ontem também com o chefe do governo espanhol, José María Aznar.
O chanceler Abel Matutes demonstrou a disposição da Espanha de aumentar seus laços comerciais com o Brasil e, em geral, com os países que fazem parte do Mercosul, o bloco econômico formado também pela Argentina, Paraguai e Uruguai.
Lampreia aproveitou para anunciar a visita de José María Aznar ao País em abril, quando teremos a oportunidade de assinar acordos importantes, em termos de garantia de investimentos, afirmou.
O chanceler brasileiro disse esperar que a aumente a presença de empresas espanholas nas privatizações realizadas no Brasil, como já aconteceu nos casos da Endesa (eletricidade) e da Telefônica (telecomunicações).
Pela manhã manteve um encontro com mais de 60 empresários para incentivar os investimentos espanhóis no Brasil.
Lembrou que o Brasil já não é uma promessa, mas uma realidade, destacando as medidas de controle da inflação que, ano passado, foi inferior a 10%. O chanceler explicou que o grande desafio brasileiro é melhorar as exportações.
Os empresários presentes à reunião se interessaram por questões tais como a abertura do mercado brasileiro ao exterior ou sobre os melhores setores nos quais poderiam investir, como os combustíveis ou o transporte ferroviário.
A balança comercial com o Brasil é negativa para a Espanha que, em 1996, fez importações avaliadas em 125,70 bilhões de pesetas (US$ 904 milhões) e exportações calculadas em 95.92 bilhões de pesetas.


