Buenos Aires, 28 (AE) - O vice-chanceler argentino Andrés Cisneros declarou hoje à imprensa que as distorções comerciais do Brasil com a Argentina foram consequência da desvalorização do real. Segundo Cisneros, "tem de haver uma correção", para favorecer a Argentina. O vice-chanceler afirmou que "o Mercosul não tem um mecanismo ágil para corrigir as distorções, e por isso o estamos fazendo aos trancos e barrancos".
O secretário-geral da presidência, Alberto Kohan, disse que a atual tensão entre o Brasil e a Argentina não afeta as relações políticas, que são excelentes. Segundo Kohan, "isso não será motivo para que Menem adie a viagem prevista para meados de agosto com o objetivo de comemorar os cem anos da primeira visita presidencial, quando o presidente argentino Julio Roca encontrou-se com o presidente Campos Salles no Rio.
A declaração de Kohan choca-se com a afirmação feita na terça-feira pelo chanceler brasileiro Luiz Felipe Lampréia de que "não há clima" neste momento para a visita de Menem. O governo brasileiro decidiu endurecer sua posição nas negociações comerciais com Buenos Aires.

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