Londrina - O Colégio Estadual Marcelino Champagnat conseguiu o melhor resultado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 entre as escolas públicas de Londrina e ficou na 12 posição no Paraná. Assim como nos cenários nacional e estadual, os desempenhos dos alunos das redes privada e pública apresentaram grande diferença em Londrina.
Entre as 49 escolas públicas da cidade que participaram do Enem de 2010, apenas 16 obtiveram nota superior à média nacional de 511,21 pontos. Além do Champagnat, que apresentou média 584.31 com participação de 180 alunos, figuram no top 20 estadual do último Enem, entre instituições públicas, o Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão, mais conhecido como ''Colégio de Aplicação da UEL'', que ficou em 16º, com média 578.62 entre 126 estudantes. Logo atrás, o Colégio Estadual Newton Guimarães registrou média 578.34 obtida por 84 alunos que fizeram.
Já há algum tempo o Colégio Marcelino Champagnat figura entre os melhores da rede pública do Estado. Em 2005 atingiu a melhor nota no Enem em todo Estado. De acordo com o diretor Claudecir Almeida Silva, o segredo do bom desempenho é a realização de atividades extracurriculares, que captam o interesse dos alunos e geram fome de conhecimento.
''No ano passado começamos a promover debates com temas polêmicos entre os estudantes. O tema de 2010 foi a reforma agrária. As salas do 3º ano do Ensino Médio foram divididas entre os que defendem o latifúndio e os defensores do Movimento dos Sem-Terra (MST). A participação e interesse dos alunos foi surpreendente'', comentou.
Um dos responsáveis pela realização dos debates foi Claúdio Francisco Galdin, professor de geografia. ''Este ano continuamos com o projeto juntamente com os professores de filosofia e sociologia. Durante a preparação os alunos fizeram cartazes e divulgaram suas ideias em outras séries, o que acabou movimentando todo o colégio. Os alunos do 2º ano foram jurados e as juízas dos debates foram três ex-alunas do Champagnat que no momento cursam Direito na UEL'', comentou Galdin. A título de curiosidade, os defensores dos latifundiários acabaram ganhando a ''causa'' por 2 a 1.
O diretor salienta que os debates servem para preparar os alunos para provas como o Enem e até mesmo o vestibular da UEL, que cobram cada vez mais a construção e a argumentação nos textos em questões de interdisciplinaridade e temas atuais.

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