Chacina sem solução angustia família
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina A família do londrinense Daniel Gonçalves Junior, de 20 anos, um dos quatro jovens mortos em uma chacina em Flórida (Noroeste), há cerca de 45 dias, vive a angústia da falta de novidades no inquérito que investiga o crime que chocou a pequena cidade de 2,6 mil habitantes. Eles cobram mais agilidade das autoridades responsáveis pelo caso. No último domingo completou um mês que o corpo de Juninho foi encontrado em um matagal dentro de uma propriedade rural próxima ao limite entre Flórida e Ângulo. Ao lado, estava o corpo do amigo Éder das Neves de Oliveira, 21, natural de Atalaia. Os três municípios pertencem à Região Metropolitana de Maringá.
Eles estavam desaparecidos havia 10 dias. No dia seguinte, foram encontrados os corpos de Ana Cláudia Alves, de 22 anos, e de Jonathan Moreira da Silva, de 17 anos, na mesma fazenda. "É muito tempo sem uma resposta. Precisamos saber se a polícia tem uma pista, pois é um crime bárbaro que não pode ficar impune", desabafou o avô Luiz Gonçalves, 74, morador em Londrina.
Longe das delegacias que investigam o caso, o tio de Juninho, Lindomar Gonçalves, 37, que também mora em Londrina, disse que acompanha todos os dias os jornais da região em busca de notícias. "Esse silêncio é o que mais incomoda. Enquanto isso o assassino pode estar longe. Desta vez foram os quatro, da próxima podem ser mais cinco, dez. A vida perdeu o valor e a morte está cada vez mais banal", lamentou. O dia 1º deste mês, quando o rapaz completaria 21 anos, foi de bastante tristeza na casa da família. "Ele tinha problemas em casa e desde os 10 anos morava com a gente", lembrou o avô.
SÓ HIPÓTESES
Luiz contou que o neto teve duas internações em Londrina para tentar se livrar das drogas. "Não sei se ele conseguiu, algumas vezes ele disse que tinha parado, mas a gente sabia que ele continuava no vício", lembrou. Para o avô, no entanto, o crime não tem ligação com o tráfico. "Traficante mata na casa mesmo, deixa o corpo lá e vai embora. Esses jogaram eles no mato, a 20 quilômetros da casa", analisou.
Já o tio ressaltou o fato de que vizinhos de Juninho, em Flórida, disseram que os meninos eram bagunceiros, mas não extrapolavam os limites. "Até o último aluguel ele deixou pago, apesar de gostar de festas, coisa de gente da idade dele, ele era querido pelos vizinhos". Lindomar lamentou o fato de haver muitas hipóteses e nenhuma certeza. "Só nos resta torcer para que a polícia consiga desvendar este crime".


