Cu­ri­ti­ba - Um cha­ca­rei­ro ma­tou a pró­pria fi­lha, de oi­to me­ses, e fe­riu a es­po­sa com um ti­ro dis­pa­ra­do aci­den­tal­men­te na noi­te de se­gun­da-fei­ra, em Man­di­ri­tu­ba (Re­gião Me­tro­po­li­ta­na de Cu­ri­ti­ba). Se­gun­do o sar­gen­to que ad­mi­nis­tra a de­le­ga­cia da ci­da­de, Val­de­mir da Sil­va, o cha­ca­rei­ro pe­gou a ar­ma ao sus­pei­tar que um ho­mem pu­des­se en­trar em sua ca­sa. ‘‘Quan­do en­ga­ti­lhou a ar­ma, a es­po­sa es­ta­va com o be­bê no co­lo. O de­do te­ria es­cor­re­ga­do e o ti­ro ­aconteceu’’, ex­pli­cou o sar­gen­to.
  O cha­ca­rei­ro, G.P.C., 40 ­anos, mo­ra com a es­po­sa, J.B., 23, um ca­sal de gê­meos de oi­to me­ses e um me­ni­no de cin­co ­anos. De acor­do com o PM, o ca­sal le­va­va as crian­ças pa­ra cre­che to­da ma­nhã. Na ho­ra do al­mo­ço, J.B. es­ta­va em ca­sa e um ho­mem te­ria di­to que se­ria fun­cio­ná­rio da Com­pa­nhia Pa­ra­naen­se de Ener­gia Elé­tri­ca (Co­pel).
  Se­gun­do o po­li­cial, o ho­mem que­ria en­trar na ca­sa, mas a mu­lher do cha­ca­rei­ro viu que ele es­ta­va com o fa­cão. Ao di­zer que te­ria que li­gar pa­ra o ma­ri­do, o ho­mem foi em­bo­ra.
  No fi­nal da tar­de, ao sa­ber da pre­sen­ça do sus­pei­to na re­gião, o cha­ca­rei­ro pe­gou uma ar­ma e a dei­xou pró­xi­mo da ca­ma. O PM in­for­mou que G.P.C. en­ga­ti­lhou a ar­ma ao ou­vir um ba­ru­lho.
  De acor­do com a po­lí­cia, ­após o aci­den­te, o cha­ca­rei­ro cor­reu pa­ra uma ca­sa pró­xi­ma, pe­diu a aju­da e le­vou a crian­ça e a mu­lher pa­ra o Hos­pi­tal Mu­ni­ci­pal de Man­di­ri­tu­ba. A me­ni­na foi atin­gi­da no pes­co­ço e mor­reu na ho­ra. A mãe, le­vou um ti­ro su­per­fi­cial no pei­to e foi li­be­ra­da.
  G.P.C. vai à de­le­ga­cia de Fa­zen­da Rio Gran­de (RMC), ho­je, pres­tar de­poi­men­to.

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