Curitiba- O ex-deputado estadual e apresentador de TV Ricardo Chab negou ter extorquido a empresa Centronic e diz ter sofrido tortura psicológica durante os oito dias em que esteve preso no Centro de Triagem II, em Piraquara, além de ter ficado incomunicável por 48 horas. Durante coletiva à imprensa, Chab acusou a Centronic de ''armação''. O comunicador saiu da prisão na sexta-feira passada. Contou ter sido algemado, obrigado a ficar nú e de cócoras para inspeção, ter tomado banho gelado, usado uniforme de preso e ser fotografado nesta condição. ''Fiquei em um calabouço sem janela, sentido-me um animal. Considero isso uma tortura psicológica e estou abalado emocionalmente''.
A Secretaria de Segurança Pública, em nota, esclareceu que ''Chab recebeu tratamento adequado à condição de preso com formação de nível superior, ficando, em cela especial, com direito a visitas, telefonemas, banho quente e energia elétrica''. E que ''Chab teve direito a visitas do advogado, esposa, filha e irmão, que o viam diariamente em sala especial''. Segundo o diretor do presídio, Chab recebeu cerca de 50 visitas.
Quanto às fitas gravadas pela Centronic em que aparece o advogado Antônio Neiva de Macedo recebendo R$ 35 mil e citando o nome de Chab, o advogado de defesa Haroldo César Náter levanta suspeitas de edição e disse que vai esperar a perícia para articular a estratégia de defesa.
Macedo declarou que o dinheiro faz parte de pagamento atrasado de honorários do caso Bruno, por representar o acusado Marlon Janke, a pedido da Centronic. A ligação dele com o caso foi por meio de um funcionário da Centronic e ex-cliente, Ademir Maia. Macedo disse que a empresa não cumpriu os pagamentos estabelecidos nas datas combinadas e quando pensou que iria receber, foi o momento da gravação da fita e ''o flagrante preparado e forjado'', no entendimento dele.

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