São Paulo, 22 (AE) - A Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) entregou hoje cedo, na sede do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, uma proposta de geração de emprego que se baseia no contrato diferenciado de trabalho. O documento prevê entre outros pontos a redução temporária do recolhimento do FGTS pago pelo trabalhador, como forma de gerar novas vagas nos setores que padecem do efeito nocivo da globalização.
Hoje, o recolhimento do FGTS é de 8%. A CGT sugere que essa contribuição caia pela metade. Estudo feito pelo setor têxtil mostra que se essa contribuição cair para 2%, o segmento poderá gerar imediatamente 35 mil empregos na capital paulista. O presidente da CGT, Canindé Pegado, disse que a proposta de redução dos recolhimentos não inclui o INSS. "Isso a CGT não abre mão por se tratar de uma questão de seguridade social", disse.
A CGT também defende o recolhimento de contribuição previdenciária diferenciada por parte dos trabalhadores informais em troca de uma linha de crédito com incentivos fiscais para a aquisição de carros novos via Proger ou Banco do Povo. Segundo Pegado, com isso o governo aumentaria essa contribuição e em troca concederia financiamentos especiais para aqueles trabalhadores que dependem de veículos para realizar seu trabalho. "Os trabalhadores informais poderão, por exemplo, trocar a sua Brasília velha por um carro novo", exemplifica Pegado.

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