Brasília - O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D'Ávila, quer que médicos de planos de saúde passem a cobrar seus pacientes pelas consultas. "A ideia é que eles se desvinculem dos planos para esse tipo de atendimento. O credenciamento passaria a valer apenas para outros procedimentos."
A estratégia, uma forma de driblar os baixos honorários pagos pelas operadoras, teria apenas uma limitação: ela não poderia ser adotada por profissionais que atendessem nos hospitais dos planos de saúde ou médicos contratados. O tema ainda não foi discutido entre integrantes do colegiado. "Mas estou divulgando a ideia. Meu sonho é que isso seja feito o mais brevemente possível", completou.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo Almeida, afirmou que médicos estão livres para pedir o desligamento do plano de saúde. "Ninguém os obriga a manter a ligação com a operadora", observou. Ele disse não temer que, com a recomendação, haja um descredenciamento em bloco. "A fila de médicos querendo entrar nos planos de saúde é certamente muito maior do que aquela de profissionais que pensam em se descredenciar", completou.

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