São Paulo - O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu ontem, por unanimidade, cassar o registro profissional do médico Marcelo Caron, acusado de ter provocado a morte de Janet Virgínia Novaes Figueiredo, em janeiro de 2001, nove dias após uma operação de lipoaspiração. Caron já tinha perdido o registro no Conselho Regional de Goiás em junho.
O CRM-GO apura ainda a responsabilidade de Caron em 35 procedimentos instaurados a partir de denúncias. Ele teve o registro de especialista em cirurgia plástica cassado pelo conselho em fevereiro, depois de violar um acordo com o Ministério Público de Goiás.
Proibido de operar no Estado enquanto os casos eram investigados, Caron passou a atuar em Taguatinga (DF). O médico é acusado de provocar a morte de outras quatro mulheres e de deixar sequelas pós-operatórias em dezenas de outras.

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