A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) multou ontem, em aproximadamente R$ 98 mil, a empreiteira Queiróz Galvão por ter causado o rompimento do gasoduto da Petrobras ocorrido ontem em Barueri, na Grande São Paulo. A Cetesb anunciou que vai aguardar o resultado da investigação, que será feita por uma comissão técnica, para estabelecer de quem foi a responsabilidade maior pelo incidente e, se for o caso, determinar outras autuações de acordo com a legislação ambiental.
Segundo avaliação dos técnicos que permaneciam pela manhã no local monitorando os sistemas de galerias pluviais e tubulações da Rodovia Castelo Branco, os trabalhos com lavagem à base de água e exaustão dos vapores, feito durante a madrugada, garantiu toda a diluição do gás e, portanto, o local não oferece mais risco.
Segundo a Defesa Civil do Estado, apenas 645 das 2 mil pessoas dos bairros Jardim Mutinga, em Barueri, e Jardim Santa Cecília, em Osasco, passaram a noite em 11 hotéis da capital e de Osasco (Grande São Paulo).
O restante passou a noite em casas de parentes ou amigos. Até as 12 horas, a Petrobras não havia liberado a entrada dos moradores em suas casas.
O acidente com um gasoduto da Petrobras em Barueri aconteceu por volta das 11 horas de anteontem, mas as pessoas só começaram a ser encaminhadas para os hotéis a partir das 23 horas. Até o início da noite, elas ficaram na região do acidente sem saber se poderiam dormir em suas casas.
‘‘Eu e meus filhos passamos o dia todo na rua. Não tinha nem dinheiro para comer porque não deu tempo de pegar nada’’, afirmou a dona de casa Laurinete dos Santos, 38 anos, que mora há três anos no Jardim Santa Cecília, em Osasco.
Todas as despesas estão sendo pagas pela Petrobras. A estatal afirmou, porém, que após a conclusão oficial do laudo do acidente, dividirá as despesas com os responsáveis.

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