Cubatão, SP, 02 (AE) - A qualidade do ar em Cubatão, no litoral paulista, piorou hoje por causa da estiagem e das condições desfavoráveis para a dispersão dos poluentes. Por causa disso, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), decidiu manter o estado de atenção, decretado no início da semana na cidade. A estação medidora da poluição, instalada na Vila Parisi, onde está concentrado o maior número de indústrias, registrava 194 microgramas de poluentes por metro cúbico de ar, às 16 horas.
O estado de atenção, segundo explicou o engenheiro de Controle da estatal, Moacir Ferreira da Silva, é apenas um indicativo de que a situação não está boa. No caso, são feitas recomendações sobre a necessidade de molhar os pátios das indústrias, sobretudo das que manipulam fertilizantes. A partir do registro de 297 microgramas de poluentes por metro cúbico de ar é decretado o pré-alerta, enquanto que o alerta é deflagrado a partir de 420 microgramas, quando medidas mais drásticas, como o fechamento temporário de unidades industriais é recomendado.
De acordo com Silva, embora a situação ainda esteja sob controle, a estiagem prolongada e a falta de ventos são uma preocupação constante, uma vez que o relevo de Cubatão - caracterizado por uma barreira formada pela Serra do Mar - dificulta a dispersão dos poluentes que ficam concentrados na região por muito mais tempo. "A nossa preocupação aumenta, porque não há previsão de chuvas para os próximos dias, fato que aliviria um pouco a situação".
Nos últimos dois anos não foi registrado estado crítico no decorrer da Operação Inverno, durante o período de maio a setembro, quando ocorre o fenômeno da inversão térmica. "A 28 dias do término da operação, ainda não nos deparamos com uma situação realmente crítica", frisou.

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