Cetesb exige medidas contra contaminação de residencial
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sexta-feira, 17 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>De São Paulo 
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) exigiu que sejam tomadas medidas imediatas para diminuir os riscos de contaminação dos moradores do Residencial Barão de Mauá (na Grande São Paulo) com os vapores de substâncias tóxicas que foram detectados no subsolo do local.
Entre as medidas imediatas solicitadas pela Cetesb está a drenagem dos vapores do solo por meio de dutos. A companhia solicitou que a medida, bem como a paralisação imediata das obras do condomínio seja tomada pela construtora SQG, proprietária do terreno e empreendedora do imóvel.
Segundo o técnico da Coordenadoria de Gestão de Áreas Contaminadas da Cetesb Eduardo Serpa, a SQG se comprometeu em tratar os vapores, antes de depositá-los na atmosfera.
O Estado acredita que a contaminação seja resultado de um depósito clandestino de resíduos industriais. A Cofap (Companhia Fabricadora de Peças) é a antiga dona do terreno. A Cetesb deu prazo de 15 dias para a empresa entregar um histórico de tudo o que foi depositado no local.
A companhia pretende analisar, nos próximos 90 dias, fotos aéreas realizadas entre 1962 e 1993, para fins cartográficos, para ver quando os resíduos começaram a ser depositados no local.
A SQG tem 90 dias para entregar os laudos sobre a contaminação do solo e da água subterrânea no local. A idéia, segundo Serpa, é coletar amostras do solo e da água em diversas profundidades.
A Cetesb vai monitorar a qualidade do ar no local (dentro e fora dos apartamentos e nas redondezas) e os laudos que forem entregues pela construtora.
Em reunião com a Prefeitura de Mauá, a Secretaria de Estado da Saúde decidiu formar dois grupos para atuar no local: um para cuidar da questão ambiental e outro para avaliar a contaminação epidemiológica dos moradores.


