São Paulo, 15 (AE) - Em um ano aumentou significativamente a quantidade de resíduos sólidos domiciliares com destino que pode ser considerado adequado no Estado de São Paulo. Segundo levantamento feito em 1997 pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), das mais de 18 mil toneladas de lixo produzidas por dia, 10,9% estavam nessa categoria. No ano passado, o índice subiu para 50%. Apesar disso
56,4% dos 645 municípios do Estado continuam tratando o lixo de maneira inadequada.
Os dados foram divulgados hoje pelo secretário de Estado do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, pelo diretor-presidente da Cetesb, Dráusio Barreto, e por técnicos, como parte do segundo Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares. De acordo com o coordenador técnico do inventário, João Antonio Fuzaro, essa mudança significativa deve-se ao "ajuste técnico" feito nos municípios. "Em algumas cidades, era necessária só uma ou outra providência para que a situação se tornasse adequada." Segundo Barreto, depois do primeiro inventário, foram ampliadas e intensificadas as ações nos municípios em situação irregular. "Adotamos uma política de identificar problemas e apontar soluções."
Adequações - Apesar disso, 23% do lixo domiciliar do Estado continua sendo tratado de maneira considerada inadequada. Outros 27% estão em situação "controlada". Segundo Fuzaro, por adequado entende-se o destino em aterros sanitários e usinas de compostagem. Inadequados são os lixões a céu aberto. Controlada é a situação intermediária, quando ainda faltam algumas adequações ao espaço para a recepção do lixo.
Embora o número de municípios que estão adotando políticas adequadas de destinação do lixo tenha subido de 4,2% para 18,2%, 56,4% permanecem em situação irregular. Segundo Barreto, a responsabilidade pelo lixo é municipal e à Cetesb cabe apenas o trabalho de fiscalização e orientação para solucionar o problema. "Informamos ao Ministério Público quando permanece uma situação de irregularidade."
São Paulo está entre as cidades com destinação adequada do lixo: seus três aterros e duas usinas de compostagem estão entre os padrões de qualidade firmados pela Cetesb. O Vale do Ribeira permaneceu, nos dois levantamentos, como uma região onde a situação é considerada ruim.
Rodízio - Tripoli disse hoje que ainda não há uma definição sobre o rodízio estadual de veículos. Segundo ele, ainda não estão à disposição dele os dados que vão colaborar na decisão. "Estamos analisando fatores meteorológicos, a idade da frota e a qualidade do combustível que é usado na cidade."
O secretário acredita que terá essas informações até a próxima semana. Ele não descartou a possibilidade de mudanças no esquema do rodízio - como o uso apenas em emergências - nem a possibilidade de um "plebiscito" para ouvir a população sobre o assunto. "O rodízio pode ser uma medida muito drástica, muito cruel."

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