Itu, SP, 27 (AE) - A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) apreendeu 507 tambores contendo cerca de 80 toneladas de veneno usado para matar barbeiro, o transmissor da doença de Chagas, com validade vencida, em um sítio de Itu, a 100 quilômetros de São Paulo.
O material estava estocado indevidamente e funcionários preparavam-se para incinerá-lo. O produto, à base de Malathion, é venenoso e pode ser fatal se inalado, ingerido ou absorvido pela pele, segundo a Cetesb.
Queimado a céu aberto, produz gases irritantes ou venenosos, havendo também o risco de explosão dos recipientes com o calor do fogo, segundo o órgão.
A droga foi adquirida em 1996 pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) para o controle do barbeiro no Ceará. O prazo de validade, de dois anos, transcorreu sem que o produto, que custou cerca de R$ 1 milhão, fosse usado. A empresa Sênio Combustão Controlada ganhou concorrência no valor de R$ 56 mil para incinerar o material. Os tambores foram transportados para São Paulo e deixados na Fazenda Monte Belo, no Bairro Pedregulho, em Itu.
Segundo o secretário do Meio Ambiente de Itu, Arcílio Sérgio Bragnolo, a incineração a céu aberto causaria danos ambientais irreversíveis. O empresário Enio Rafaglia alegou que tinha comprado equipamentos para incinerar o material, mas eles foram furtados no dia 19. A data é a mesma em que os tambores, trazidos do Ceará, foram descarregados no sítio, pertencente a João Pacheco. Rafaglia negou que fosse incinerar a céu aberto, mas não explicou o que faria com o produto.

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