Cerca de mil cestas básicas começarão a ser distribuídas hoje em Paranaguá para famílias de pescadores que estão proibidos de comercializar frutos do mar na cidade. Os alimentos foram apontados como os principais agentes de transmissão da cólera nos moradores da cidade. A comercialização está suspensa por um prazo mínimo de 30 dias. A previsão do governo era de que o carregamento de cestas básicas chegasse à cidade na noite de ontem.
A distribuição será feita por funcionários da Prefeitura de Paranaguá e representantes da Confederação Nacional dos Pescadores. Há cerca de 2 mil pescadores registrados pela confederação em Paranaguá.
De acordo com o governo estadual, cada cesta básica será suficiente para manter uma família pelo período de um mês. A cesta pesa 34,6 quilos. A relação de alimentos é composta por arroz (10 quilos), feijão (dois quilos), açucar (cinco quilos), biscoitos (um quilo), farinha de mandioca (um quilo), farinha de trigo especial (cinco quilos), fubá (um quilo), leite em pó (1,6 quilo), macarrão (dois quilos), sal refinado (um quilo), quatro latas de sardinha e duas latas de óleo.
Numa tenativa de incrementar as vendas de peixes na cidade, o governo do Estado lançou uma campanha que deve ir ao ar a partir de hoje nas emissoras de rádio de Paranaguá. O objetivo do trabalho é esclarecer a população que o consumo de peixes e camarões não oferece riscos de cólera, desde que os alimentos sejam muito bem cozidos ou fritos. A temperatura de 100 graus centígrados no processo de preparo da comida é suficiente para matar o vibrião colérico. Nas redes de tevê, o governo também intensificou a partir da noite de ontem cuidados de higiene pessoal, como lavar as mãos, além do consumo de frutas.
Alimentos crus, como frutas, legumes e verduras, também devem ser lavados em água tratada. Em seguida, os alimentos devem ser imersos por cerca de 30 minutos em uma solução de uma colher de hipoclorito de sódio ou de água sanitária, do tipo Q-Boa, para cada litro de água. (D.V.)

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