Agência Folha
De Mundo Novo
A chegada de 1.450 cestas básicas do programa Comunidade Solidária, com cerca de 27 toneladas de alimentos, amenizou o clima de tensão no cone sul do Mato Grosso do Sul, onde há cerca de 2.000 famílias de trabalhadores rurais sem terra acampadas em cinco pontos diferentes.
No último sábado, cinco cabeças de gado foram atingidas a tiros pelos sem-terra ligados ao sindicato dos trabalhadores rurais de Mundo Novo. Há dez dias, um caminhão com 45 toneladas de alimentos foi saqueado por famílias do MST na rodovia BR-163, entre Itaquiraí e Mundo Novo. Carlos Barbosa, da direção regional do MST em Mundo Novo, disse que a comida deve durar ‘‘no máximo oito dias nos acampamentos.
Os alimentos teriam chegado com mais de 30 dias de atraso, segundo a coordenação regional do MST. A fome foi a justificativa para o saque e abate de animais na região.
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) informou que a última entrega ocorreu no dia 1º de junho, o que significa, na entrega de julho, um atraso de 18 dias. O órgão informou que são distribuídas mensalmente 7.400 cestas básicas para assentados do Incra e acampamentos de sem-terra.
O delegado da Polícia Civil de Mundo Novo, Joel José da Silva, informou que ontem recebeu queixa dos proprietários da fazenda Mamboré, perto de onde estão acampadas cem famílias do sindicato dos trabalhadores rurais.

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