São Paulo, 04 (AE) - A cesta de alimentos básicos calculada pelo Dieese em 16 capitais brasileiras ficou mais cara em janeiro em 13 das cidades pesquisadas. Em várias cidades os aumentos foram bastante expressivos. As altas foram de 6,69% em Recife, 5,27% em Salvador, 4,53% em Aracaju, 4,50% em Fortaleza, 4,41% em Belém e 4,24% em Brasília. A cesta só ficou mais barata em janeiro em Vitória (redução de 5,07%), em Porto Alegre (-3 05%) e em Curitiba (-0,62%).
Em São Paulo, o aumento foi menor, de 2,71%, mas a cidade tem a cesta mais cara do País, valendo R$ 104,86. O cálculo da ração essencial é baseado no decreto-lei 39, de 1938, que fala sobre as necessidades de alimentação de um trabalhador no Brasil. Essa cesta é diferente daquela calculada diariamente pelo Procon e Dieese em São Paulo, com 31 itens de alimentos, higiene e limpeza.
A jornada de trabalho necessária para comprar os mesmos alimentos aumentou. Em janeiro, um trabalhador que ganha salário mínimo precisaria trabalhar 153 horas e 13 minutos para comprar a cesta. Em dezembro, eram necessárias 150 horas e 7 minutos. Em janeiro do ano passado, porém, o trabalhador precisava trabalhar 158 horas para comprar os mesmos produtos.
A carne foi um dos produtos que mais subiram em janeiro. A alta foi de 7% em Brasília, 5,59% em Fortaleza, 4,92% em Belém
4,90% em São Paulo e 3,72% em Natal. O óleo de soja também teve altas expressivas: subiu 13,74% em João Pessoa, 9,01% em Brasília e 4,92% em Natal.
São Paulo - A cesta básica calculada pelo Procon e Dieese na capital paulista subiu 0,14% hoje, chegando a R$ 124 76. Nos primeiros quatro dias de fevereiro, a alta é de 2,28% com aumento de 2,52% nos alimentos e de 2,70% nos produtos de limpeza, e redução de 0,36% no preço dos artigos de higiene pessoal.

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