Cesta básica começa o ano em queda
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2000
Por Denize Bacoccina 
São Paulo, 10 (AE) - Depois do recorde em dezembro, a cesta básica do Procon está em queda no início do ano. Nos primeiros dez dias deste ano, os alimentos e produtos de higiene e limpeza da cesta básica ficaram 2,13% mais baratos. A maior redução ocorreu nos alimentos, que baixaram 2,43% desde o dia 30 de dezembro. No mesmo período os produtos de limpeza tiveram queda 0,41% e os de higiene pessoal, de 1,52%. Hoje, a cesta custava R$ 136,04. No dia 30 de dezembro, o preço era R$ 139 00.
Dos 31 itens que compõem a cesta, apenas três ficaram mais caros neste início de ano. Outros nove estão com o preço estável e 19 ficaram mais baratos. Os preços que mais caíram foram os do feijão carioquinha (-6,5%), queijo mussarela (-6,4%)
batata (-6,06%) e cebola (-5,88%). A carne bovina já está em queda. A de primeira baixou apenas 0,19%, mas a de segunda ficou 4,07% mais barata. O frango resfriado, que subiu em dezembro, já baixou 5,68% este mês, passando de R$ 1,76 para R$ 1,66 o quilo.
"A demanda fraca no começo do ano normalmente derruba o preço da cesta no início do ano", diz a diretora do Centro de Estudos e Pesquisas do Procon, Vera Marta Junqueira. O grande número de promoções para atrair o consumidor numa época de vendas fracas derruba os preços. Nos anos anteriores, lembra Vera Marta, a cesta também subiu em dezembro e ficou mais barata em janeiro.
O presidente da Associação Paulista dos Supermercados (Apas), Omar Assaf, garante que a queda continua. No atacado, diz ele, os preços de alguns produtos ainda estão diminuindo.
Além da acomodação dos preços pela demanda fraca, o consumidor ainda será beneficiado pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado de São Paulo para alguns produtos básicos. Desde 27 de dezembro, caiu de 18% para 7% a alíquota do ICMS de margarina, manteiga, queijo mussarela, prato e minas e apresuntado, mas essa redução ainda não chegou às prateleiras. "Esse efeito deve ser sentido na próxima semana", diz Omar.
Apesar da demanda fraca, janeiro também é o mês em que as indústrias tradicionalmente apresentam novas tabelas de preços aos varejistas. Este ano, isso ainda não aconteceu, de acordo com o presidente da Apas. Mas ele garante que, com a queda do dólar, perdem força os argumentos para repasse de aumento de custos.


