Lusaka, 07 (AE-AP) - O ministro de Relações Exteriores congolês Abdulaiye Yerodia disse nesta quarta-feira (07) que ministros regionais africanos concordaram com o esboço de um plano de cessar-fogo para encerrar a guerra civil de 11 meses pela qual passa o Congo.
Yerodia informou que ministros de Relações Exteriores reuniram-se nesta quarta-feira para dar os retoques finais em um acordo que foi negociado em Lusaka, Zâmbia, nas últimas duas semanas. "Nós endossamos o documentos. Estou muito feliz. A guerra acabou agora", afirmou Yerodia.
Ele foi o primeiro a deixar uma reunião de ministros regionais no principal centro de conferências de Lusaka. Ele disse a jornalistas que os ministros continuavam a discutir as exigências do Burundi, para que estas fossem incluídas em uma cerimônia de assinatura para o acordo final.
Líderes rebeldes estavam presentes à reunião, tendo participado desde as negociações de sexta-feira, entre funcionários de escalões inferiores, para chegar a uma proposta inicial. Não ficou claro qual tipo de acordo foi fechado sobre a disputada questão de quando e como os rebeldes se retirariam da região oriental do Congo, ocupada por eles.
Mas participantes do encontro disseram existir acordo em todos os pontos cruciais.
Também não estava claro quando os outros países envolvidos nos combates se retirariam.
O acordo de paz apenas será oficializado quando os chefes de Estado de nove países africanos assinarem o acordo. O conflito envolve o Congo e outros cinco países. Outros mediadores - entre eles o presidente da Zâmbia, Frederick Chiluba - deveriam assinar o acordo.
O conflito no Congo ameaça a estabilidade social e econômica da áfrica Central e causou o deslocamento de dezenas de milhares de congoleses. Centenas de soldados morreram.
Ruanda e Uganda apóiam os rebeldes que acusam o presidente congolês Laurent Kabila de corrupção, má administração e fomentação de guerras. Zimbábue, Namíbia e Angola apóiam Kabila.

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