As oito equipes de salvamento, montadas pela Companhia Energética de São Paulo (CESP), já recolheram 2,5 mil animais no local onde está sendo formado o lago da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta, em Porto Primavera, no rio Paraná. Esses animais corriam risco de vida com a elevação do nível das águas. O trabalho, iniciado dia 7, durante a fase de testes de fechamento das comportas, foi intensificado na terça feira, depois de iniciada a retenção de água, após retirada de uma liminar da justiça de Mato Grosso do Sul que impedia a operação.
Segundo o gerente de implantação de projetos da Diretoria de Meio Ambiente da Cesp, João Henrique Dias, as equipes de salvamento estão recolhendo desde insetos, até grandes mamíferos como a anta, bugios e capivaras. Foram recolhidas várias espécies de cobras, entre elas as venenosas urutu cruzeiro (2) e a caiçaca (34). Também foram capturadas mais de 200 aranhas, 502 opiliões, invertebrado parente do escorpião e uma formiga. As equipes contam com o apoio de técnicos do Instituto Butantã, Fundação Unesp, Fundação Pró-Carnívoro e Centro de Estudos de Aves Migratórias do Ibama.
Os animais passam por uma triagem, são catalogados e depois enviados para 61 áreas de relocação, com 53 mil hectares. Parte dos animais é enviada para instituições de pesquisa.
Depois de alcançar a marca dos quatro metros acima do normal na barragem da hidrelétrica, o rio Paraná deveria ultrapassar ontem seu leito, atingindo principalmente as áreas baixas de Mato Grosso do Sul. Nesta fase do enchimento, as águas devem subir 9 metros em relação ao nível normal, permitindo que até meados de dezembro a primeira unidade geradora, com potência de 100.000 kW entre em funcionamento.

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