Cesp recolhe 2,5 mil animais em usina
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sexta-feira, 27 de novembro de 1998
Luiz Carlos Lopes Agência Estado 
As oito equipes de salvamento, montadas pela Companhia Energética de São Paulo (CESP), já recolheram 2,5 mil animais no local onde está sendo formado o lago da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta, em Porto Primavera, no rio Paraná. Esses animais corriam risco de vida com a elevação do nível das águas. O trabalho, iniciado dia 7, durante a fase de testes de fechamento das comportas, foi intensificado na terça feira, depois de iniciada a retenção de água, após retirada de uma liminar da justiça de Mato Grosso do Sul que impedia a operação.
Segundo o gerente de implantação de projetos da Diretoria de Meio Ambiente da Cesp, João Henrique Dias, as equipes de salvamento estão recolhendo desde insetos, até grandes mamíferos como a anta, bugios e capivaras. Foram recolhidas várias espécies de cobras, entre elas as venenosas urutu cruzeiro (2) e a caiçaca (34). Também foram capturadas mais de 200 aranhas, 502 opiliões, invertebrado parente do escorpião e uma formiga. As equipes contam com o apoio de técnicos do Instituto Butantã, Fundação Unesp, Fundação Pró-Carnívoro e Centro de Estudos de Aves Migratórias do Ibama.
Os animais passam por uma triagem, são catalogados e depois enviados para 61 áreas de relocação, com 53 mil hectares. Parte dos animais é enviada para instituições de pesquisa.
Depois de alcançar a marca dos quatro metros acima do normal na barragem da hidrelétrica, o rio Paraná deveria ultrapassar ontem seu leito, atingindo principalmente as áreas baixas de Mato Grosso do Sul. Nesta fase do enchimento, as águas devem subir 9 metros em relação ao nível normal, permitindo que até meados de dezembro a primeira unidade geradora, com potência de 100.000 kW entre em funcionamento.


