Cesp Paraná será privatizada com dívida de R$ 8,5 bilhões
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quinta-feira, 30 de dezembro de 1999
por Milton F. da Rocha Filho 
São Paulo, 30 (AE) - A Cesp Paraná, companhia com potencial de produzir 7 mil megawatts (MW) de energia, será vendida entre agosto e setembro do próximo ano com uma dívida de R$ 8,5 bilhões. O futuro dono terá de resgatar parte dessa dívida (R$ 1 bilhão) em 2001 ou renegociá-la com os credores, de acordo com o secretário de Energia de São Paulo, Mauro Arce; o restante da dívida é de longo prazo.
Mesmo com essas pendências financeiras, várias companhias internacionais, como a Duke Energy, Enron e AES, além do grupo nacional VBC, estão interessadas na aquisição da energética paulista. O secretário explicou que a Cesp Paraná não foi cindida para ser privatizada justamente por causa dessa dívida gigantesca. "Como cindir uma dívida desse tamanho, se 30% dela foram provocados pelo atraso na construção da Hidrelétrica de Porto Primavera?", indagou Arce.
O secretário disse que cerca de R$ 7,5 bilhões deverão ser pagos em um prazo de 20 a 25 anos. Ao vender a Cesp Paraná, o governo de São Paulo estará tirando de suas costas uma herança antiga gerada pela ex-Companhia Energética de São Paulo (Cesp). As privatizações anteriores, também embutiram parte da dívida da Cesp, que antes do governo de Mário Covas chegava a US$ 12 bilhões. A Cesp Paraná, que tem capacidade de gerar quase o triplo da energia gerada pela Cesp-Tietê, já privatizada, pode, ter um preço mínimo de R$ 1,6 bilhão.


