Belo Horizonte, 27 (AE) - Em Minas Gerais, que faz parte do circuito que será declarado área livre da aftosa, as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, noroeste, sul e sudoeste do Estado serão beneficiadas. Somente em Minas, a certificação abrange 50% de todo o rebanho do Estado, ou 10 milhões de cabeças. A expectativa da Secretaria de Agricultura do Estado é que o Circuito Pecuário Leste, que compreende as regiões Norte, Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Doce, Zona da Mata e Campo das Vertentes, além dos Estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e Sergipe, possa ser considerado também livre de aftosa com vacinação em dezembro do próximo ano.
Em maio do próximo ano, o processo com todos os exames sorológicos do circuito centro-oeste será examinado pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) que irá conceder a certificação internacional de região livre de aftosa. O presidente da Federação de Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg), Gilman Viana Rodrigues, disse que dentro de dois anos, caso não seja detectado nenhum foco da doença, o circuito pecuário centro-oeste poderá ser reconhecido também pela OIE como zona livre de aftosa sem vacinação.
O secretário da Agricultura de Minas, Raul Belém, diz que a cadeia da bovinocultura no Estado irá fechar este ano com um volume de negócios da ordem de R$ 8 bilhões, sendo que apenas o setor leiteiro é responsável por R$ 4 bilhões, com a produção de 6,5 bilhões de litros e a carne por R$ 1,6 bilhão, com 800 mil toneladas. As perspectivas traçadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) são que nos próximos dez anos, a partir da superação de barreiras sanitárias e o fim dos subsídios, o Estado poderá dobrar o rebanho bovino e atingir 40 milhões de cabeças, quadruplicar a produção atual de carne com a oferta de 3,2 milhões de toneladas/ano e dobrar a produção de leite, passando para 13 bilhões de litros por ano.

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