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Londrina

Cérebro de homens e mulheres processa emoções de forma diferente

PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de agosto de 2002

Agência EFE
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Washington - A idéia de que os maridos nunca lembram datas românticas ou aniversários, ao contrário das mulheres, parece dever-se ao modo diferente em que homens e mulheres usam o cérebro, segundo um estudo publicado pela revista ''Proceedings''.
De acordo com o relatório, as mulheres utilizam mais regiões do cérebro relacionadas com o processamento das emoções que os homens e, em alguns casos, inclusive, diferentes áreas.
A pesquisa, realizada por uma equipe de psicólogos da Universidade de Stanford, na Califórnia, permitiu captar o funcionamento do cérebro em ambos os sexos durante a percepção das emoções e também sua evocação, depois de algumas semanas.
Mediante Imagens de Ressonância Magnética Funcional (fMRI segundo suas siglas em inglês), os pesquisadores puderam comprovar as partes do cérebro que entram em funcionamento com as emoções e comprovar as diferenças entre homens e mulheres.
As imagens de fMRI medem o fluxo sanguíneo e podem identificar, em cores, as regiões do cérebro que se encontram em atividade. Para avaliar as diferenças a respeito das emoções, foram mostradas fotografias catalogadas desde ''neutras'' a capazes de provocar ''fortes emoções'' a 12 homens e 12 mulheres e se estudou a figura em relevo que deixavam no cérebro.
Várias semanas depois, as imagens de fMRI voltaram a captar como reagia o cérebro de mulheres e homens ao ser-lhes mostradas algumas das fotografias. Os exames revelaram que 60 por cento dos homens eram capazes de lembrar as memórias emocionais mais intensas gravadas em seus cérebros. No caso das mulheres, a porcentagem se eleva a 75 por cento.
''As mulheres'', afirmam os autores na revista, ''têm significativamente mais regiões do cérebro cuja ativação está relacionada com a avaliação de experiências emocionais''.
Turhan Canli, o cientista que dirigiu o estudo, disse que ''o circuito da experiência emocional e a codificação dessa experiência na memória está muito mais firmemente integrada na mulher que no homem''.
Até agora, diversos estudos psicológicos tinham demonstrado uma melhor memória na mulher que no homem para os denominados eventos emocionais, mas as bases neurológicas para essas diferenças eram desconhecidas.
Os testes realizados agora comprovaram que homens e mulheres ativam diferentes circuitos neuroniais para codificar no cérebro as lembranças, inclusive quando estes procedem de fotografias que, aparentemente, poderiam ter o mesmo significado para ambos.
As fotografias mostradas a homens e mulheres incluíam imagens prazerosas, outras aparentemente ''neutras'', como uma colher, e algumas ''altamente emocionais'', como uma mão com uma arma ou uma cadeira elétrica de execuções.
A análise das imagens do cérebro permitiu constatar que existem diferenças nas áreas ativadas.
Enquanto que o homem põe em funcionamento em maior medida a parte direita do cérebro, as mulheres centram sua atividade emocional na esquerda.
Três semanas após ser mostradas as fotografias, as imagens catalogadas como ''altamente emocionais'' eram lembradas melhor que as consideradas ''neutras''. As mulheres, segundo os autores do estudo, eram capazes de lembrar essas mesmas imagens melhor que os homens.
''As mulheres comunicam lembranças mais vivas que seus parceiros em eventos relacionados com sua primeira entrevista, as últimas férias ou uma discussão recente'', afirmam os psicólogos que realizaram o estudo.