Cerca de R$ 2 mi somem da sala-forte da PF do Rio
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segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Folhapress 
Rio- O equivalente a mais de R$ 2 milhões em euros e dólares -apreendidos durante a Operação Caravela, que desarticulou uma milionária quadrilha de traficantes internacionais- foram furtados da sala-forte da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, com suspeita de participação de integrantes da própria instituição no crime.
Pelo menos 59 policiais, entre eles cinco delegados e cinco escrivães, foram afastados temporariamente e estão sendo interrogados sobre o furto, que ocorreu entre a primeira hora de domingo e a manhã de hoje, segundo as investigações.
Os policiais que respondem a sindicância interna são as duas equipes da delegacia de dia, que estavam no plantão no fim-de-semana, formadas por dois delegados, dois escrivães e 18 agentes, e três delegados, três escrivães e 31 agentes da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes). A DRE fez o registro das apreensões do dinheiro e de 1,6 tonelada de cocaína da quadrilha.
''Esse crime é a prova do poder de infiltração da quadrilha que desarticulamos. Agora vamos investigar para dentro esse fato lamentável em um momento importante para a Polícia Federal'', disse o delegado Getúlio Bezerra, diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, levantando suspeitas sobre a participação de agentes no furto, que teriam sido cooptados pela quadrilha desarticulada para praticar o crime.
O dinheiro estava dividido em 677.230 euros, US$ 63.204 e R$ 21.905. As cédulas estavam na sala-forte da PF do Rio, que fica ao lado da DRE, onde os ladrões arrombaram duas portas e o armário dos escrivão-chefe do cartório. Lá, encontraram a chave que abre a sala-forte.
Esse foi o terceiro furto de dinheiro apreendido em toda a história da PF. O primeiro ocorreu no início dos anos 90, quando ladrões levaram US$ 80 mil da PF em Manaus. O outro foi há um ano, com o furto de R$ 40 mil da PF de Belo Horizonte.


