Campo Grande, 11 (AE) - Mais de 800 sem-terra protestaram hoje, no centro de Campo Grande, contra a morosidade da reforma agrária no Mato Grosso do Sul. Foram vários atos públicos durante a manhã. O movimento foi encerrado com uma concentração em frente o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Há cerca de 10 mil famílias acampadas em fazendas e rodovias no Estado.
Os sem-terra, ligados aos sindicatos de trabalhadores rurais dos municípios de Rochedo, Terenos e Jaraguari, querem ser assentados em oito fazendas da região apontadas por eles como improdutivas. Entre elas, estão as fazendas Santo Antonio II, Maria Santíssima e Estância Pérola, já vistoriadas pelo Incra e consideradas impróprias para assentamento em razão da má qualidade do solo. Além dessas eles pedem a vistoria das fazendas Santa Inês, Morro Alto, Serraria, Monte Castelo e Barreirinho.
Técnicos do Incra afirmaram hoje que a reforma agrária está cada vez mais rápida no MS, e citaram o fato de a meta de assentamentos do ano passado ter sido superada. A intenção era assentar 2.750 famílias, mas receberam terras 2.986 famílias.

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