Cerca de 60 empresas ficam fora do acordo
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Cleide Sánchez Rodríguez 
São Paulo, 18 (AE) - Cerca de 60 empresas de arrendamento mercantil pertencentes à Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel) ficarão de fora do acordo, fechado hoje, sobre os contratos de leasing corrigidos pela variação cambial.
Semanas atrás a Abel propôs ao governo estabelecer o dólar em R$ 1,45 para corrigir as mensalidades que vencem até 30 de abril. Na época, o secretário do Direito Econômico, Ruy Coutinho, considerou a proposta a entidade inegociável, afirmando que até "R$ 1,25 poderia se conversar".
A Abel não concordou, levando o governo a encerrar as negociações. A entidade também não havia concordado em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta, previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Total - Até novembro do ano passado, de acordo com a Abel, os novos contratos de arrendamento mercantil feitos em dólar somavam US$ 166,4 milhões, incluindo as operações das empresas ligadas às montadoras. Volume significativo, embora abaixo do total de US$ 433,5 milhões do leasing prefixado. A carteira até aquele mês somava US$ 12,5 bilhões.
A entidade criou uma página especial no site na Internet para esclarecer seus associados sobre os desdobramentos da mudança da política cambial brasileira nos contratos de leasing indexados ao dólar.
Lá a entidade assegura que as empresas de arrendamento já vêm negociando seus contratos diretamente com os clientes, procurando adequar as parcelas à capacidade de pagamento de cada arrendatário, oferecendo como alternativas o congelamento das parcelas de janeiro a abril; a diferença obtida entre o valor congelado e o valor corrigido transferido para as parcelas restantes; e o alongamento dos contratos.
A negociação direta seria uma opção diante da dificuldade em conciliar os interesses das 60 empresas que integram a Abel. A direção da entidade foi procurada hoje, mas não houve contato.


