Rio, 15 (AE) - Com honras militares o coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, que foi secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi enterrado hoje, às 13 horas, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. Pelo menos 500 pessoas - entre elas o ex-governador do RJ Leonel Brizola e o secretário estadual de Segurança, coronel Josias Quintal - acompanharam a cerimônia, que teve chuva de pétalas de rosa jogadas por helicóptero.
Durante o enterro amigos e colegas de farda do ex-secretário se emocionaram com a reação dos filhos de Cerqueira durante as três salvas de tiro - com 21 disparos cada uma. Os quatro filhos, dois do primeiro casamento, tiveram crise de choro e gritaram para que a homenagem fosse interrompida. "Parem com esses tiros; eles mataram o meu pai", disse aos prantos Graça, de 18 anos, filha de Jussara, segunda mulher de Cerqueira, ao comandante da PM, coronel Sérgio da Cruz. Os meninos foram confortados por Jussara, amparada durante todo enterro por Brizola.
A última homenagem a Cerqueira foi prestada pelo filho mais novo, que depositou sobre o caixão, coberto com as bandeiras do Brasil, da PM e do PDT (partido ao qual era filiado), o quepe do pai.
O corpo do ex-secretário deixou a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde foi velado durante toda a madrugada, às 12h20, e chegou ao Cemitério São João Batista 25 minutos depois. O caixão seguiu em carro aberto do Corpo de Bombeiros, acompanhado por cerca de 20 carros da polícia e de autoridades. O cortejo passou por uma das principais avenidas do Centro - a Rio Branco - onde centenas de pessoas pararam para aplaudir.
"Ele foi uma pessoa inrreprensível, honesta e séria", disse Brizola, que acredita que o crime tenha sido motivado por "vingança de um desequilibrado".

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