Cerca de 500 mil dprecisam de auxílio, estima MEC
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segunda-feira, 17 de maio de 1999
Por Demétrio Weber e Sônia Cristina Silva 
Brasília, 18 (AE) - O Ministério da Educação estima em 500 mil o número de alunos carentes que deveriam receber auxílio financeiro para cursar o ensino superior. Mas o governo planeja atender a uma parcela de 300 mil estudantes e essa meta somente será cumprida a partir de 2001.
"Tanto nos programas governamentais quanto nos das instituições privadas, existe uma grande demanda reprimida", informa documento do MEC, elaborado para explicar aos deputados da Comissão de Educação da Câmara a proposta de reformulação do sistema de concessão do financiamento.
Para atender a 200 mil alunos este ano o governo precisa de mais R$ 320 milhões. Para continuar crescendo e atingir a marca de 300 mil alunos beneficiados a partir de 2001, o ministro da Educação, Paulo Renato, está negociando um financiamento do Banco Mundial de R$ 927 milhões. Mas o atendimento do total de alunos carentes dependerá da capacidade da captação de recursos da Associação Nacional de Crédito Educativo, uma espécie de agência prevista na proposta do governo.
"O desafio é criar esse mecanismo capaz de atrair novos recursos para que o programa de crédito educativo não dependa só do governo", explicou hoje o chefe de gabinete do MEC, Edson Machado. A agência vai gerir o Fundo Nacional de Crédito Educativo (Funace), que deverá ser composto por parcela líquida da receita de loterias, reversões de financiamento concedidos, dotação orçamentária do MEC, recursos vindos de convênios, acordos e até de doações. "A associação tornará mais ágil a captação e a cobrança", afirmou Machado. Além disso, com a proposta do governo de conceder créditos em valores variáveis mais alunos serão atendidos.
De acordo com o último censo do ensino superior, cerca de 400 mil alunos - ou o equivalente a 21% do total de 2.125.000 - recebiam algum tipo de apoio financeiro para estudar, seja por meio de programas governamentais, como o crédito educativo e bolsas da Capes e do CNPq, ou por intermédio de programas próprios de instituições de ensino.
As entidades filantrópicas concediam bolsas parciais ou integrais, mas a mudança da lei acabou com essa possibilidade e esses alunos deverão ser abosorvidos pelo sistema de crédito educativo.


