Rio, 01 (AE) - Cerca de 250 médicos participaram hoje, no Rio, do Simpósio Internacional de Assistência Domiciliar."Há uma tendência mundial de desospitalização e cada vez mais os hospitais vão atender pacientes graves e cirúrgicos", disse hoje a coordenadora do evento, Rosane Goldwasser. Ela aponta algumas vantagens do tratamento hospitalar em casa, entre elas a redução da mortalidade, restauração da independência do paciente
redução de custos e dos riscos de infecção hospitalar.
A assistência domiciliar é indicada para pessoas que, apesar de necessitarem de tratamento médico contínuo, não precisam da estrutura dos hospitais. O serviço, oferecido por alguns planos de saúde e hospitais, consiste em instalar na casa do paciente aparelhos como respirador, sondas e manter enfermeiros ao lado do doente. "Treinamos a família para dar banho corretamente, fazer curativos, operar os aparelhos, dessa forma vamos diminuindo a nossa presença", explicou Rosane.
A atriz Sandra Bréa, portadora do vírus da aids, fez uso recentemente do "home care", como o sistema é conhecido. Ela sofreu uma cirurgia na boca e teve de receber atendimento médico por 48 horas. Uma equipe de médicos e enfermeiros a acompanhou em casa durante este período.
De acordo com a enfermeira Ana Maria Carvalho, a grande preocupação dos profissionais que atuam com assistência domiciliar é humanizar a relação com o paciente. "Nas faculdades ensinam que o enfermeiro não deve se envolver com o paciente, o home care mostra o contrário", afirmou. A aposentada Marlene Bisaglia Azevedo, de 63 anos, paraplégica desde os 40, tem plena confiança em sua enfermeira. "A chave fica na portaria e meu dia só começa depois que a Sheila chega"
contou Marlene, que há cerca de um ano e meio é atendida em casa.

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