Curitiba, 07 (AE) - Cerca de 2 mil pessoas participaram de uma caminhada hoje pela manhã em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, no 5o. Grito dos Excluídos. Entre os participantes havia cerca de 300 sem-terra, que estão há três meses acampados no Centro Cívico, o deputado federal Florisvaldo Fier (PT/PR) e o bispo auxiliar de Curitiba, dom Ladislau Biernaski. Houve outras manifestações em cidades no interior do Paraná.
Com cartazes, bandeiras do Brasil, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, Central Única dos Trabalhadores e de movimentos populares, os manifestantes reuniram-se nas proximidades do terminal de ônibus Maracanã para reivindicar a colocação de um semáforo. No local ocorreram 12 atropelamentos com morte em dois anos. Em procissão, tendo à frente a Bíblia e uma grande faixa em que se lia: "7 de setembro, comemorar o quê nesta data? desemprego? fome? exclusão?", eles foram até a Igreja Santa Terezinha de Lisieux, onde houve uma celebração ecumênica.
Os organizadores do evento distribuíram um panfleto com o desenho de uma carteira de trabalho, que se tornou o símbolo da caminhada. "É uma continuidade da Campanha da Fraternidade, que também refletia sobre o desemprego", disse d. Ladislau. Ele fez um apelo para que a população mantenha a união e a organização. "É preciso ter uma esperança realista, porque infelizmente a ação social não é prioridade do governo", afirmou.
Segundo dados apresentados pela coordenadora do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), Darli Sampaio, a região metropolitana de Curitiba tem cerca de 190 mil desempregados, enquanto outras 220 mil pessoas não têm carteira assinada. Para o deputado federal Florisvaldo Fier, o desemprego não terá solução a curto prazo. "A política econômica é de exclusão", afirmou. A Polícia Rodoviária Federal interditou parcialmente a Estrada da Ribeira durante a manifestação.

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