Cerca de 2 mil candidatos fazem exame da 1ª fase do vestibular da FGV
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sábado, 29 de maio de 1999
Por Simone Biehler Mateos 
São Paulo, 30 (AE) - Cerca de 2 mil candidatos fizeram hoje o exame da primeira fase do vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), candidatando-se a 1 das 150 vagas oferecidas para o curso de administração de empresas ou a 1 das 50 ofertadas no curso de administração pública. A prova trouxe algumas surpresas e ao menos dois erros nos 80 testes de múltipla escolha - 20 de Inglês, 20 de História, 20 de Geografia e 20 de Ciências Naturais, englobando Física, Química e Biologia.
As questões de História foram as mais criticadas pelos alunos. Com razão, segundo o professor Francisco Alves da Silva, coordenador nacional dessa área no Cursinho e Colégio Objetivo. Centrada em História Geral (apenas quatro das 20 questões foram sobre o Brasil) e cheia de "pegadinhas", a prova privilegiou a memória em detrimento do raciocínio. "O exame centrou-se em detalhes históricos pontuais e deixou de avaliar o que importa, que é a compreensão do processo histórico", criticou Alves. Na opinião dele, o exame não avaliou o conteúdo programático do ensino médio. "Não foi uma prova inteligente; com certeza, não foi formulada por historiadores."
Boa parte dos alunos teve opinião semelhante sobre a prova de Geografia. "As questões de História e Geografia eram muito específicas, exigiam decoreba e não visão de conjunto", queixou-se o estudante Fábio Lee, de 17 anos. A coordenadora de geografia do Objetivo, Vera Lúcia Antunes, concorda que a prova se ateve muito a detalhes e tinha "pegadinhas", mas diz que foi abrangente e exigiu raciocínio.
Já a prova de Inglês - tradicionalmente temida no vestibular da FGV - foi uma agradável surpresa. Baseado na interpretação de dois textos, o exame, sem "pegadinhas", foi considerado menos difícil que o de vestibulares anteriores. "Parece que eles aprenderam; os textos foram bem selecionados e as questões, inteligentes, adequadas ao nível de inglês que o aluno vai precisar no curso e não eram impossíveis de responder, como as de provas anteriores da FGV", disse Arnon Hollaender, coordenador dessa área no Colégio Objetivo.
"Esperava que a parte de Inglês fosse a mais difícil, mas as de Geografia e História foram piores", resumiu Gabriel Tenenbojm, aluno do terceiro colegial, que prestou como treinamento. A parte de Ciências Naturais manteve-se com o nível de dificuldade esperado. "Estava bem formulada, um pouco mais difícil que a do ano passado", disse Érica Chaer. A única surpresa foram erros em duas das seis questões de Física: as de números 66 e 67, que serão anuladas. "Foi uma pena, porque eram questões boas", disse Eduardo Figueiredo, coordenador de física do Objetivo. No dia 11, sai a lista com os nomes dos 700 aprovados que deverão passar para a segunda fase, a ser realizada no dia 20.


