São Paulo, 06 (AE) - Condenados em sua maioria por assalto, tráfico de drogas e assassinatos, 734 detentos não retornaram a presídios do Estado de São Paulo depois de ter sido liberados para passar o Natal e o ano novo com as famílias. O número de foragidos corresponde a 10,32% dos 7.110 presos que saíram dos presídios no dia 23 de dezembro, beneficiados pela Lei das Execuções Penais. Eles deveriam ter voltado entre segunda e quarta-feiras.
O secretário-adjunto de Administração Penitenciária do Estado, Mário Jordão Toledo Leme, informou que o porcentual de foragidos foi "um pouco maior" que o do ano passado, de 9%. Ele disse que os beneficiados foram presos de bom a ótimo comportamento, indicados pelos diretores dos presídios e autorizados a sair pelo Ministério Público e pela Vara das Execuções Penais. Foram beneficiados os primários que cumpriram 1/6 da pena e os reincidentes com 1/4 da pena transcorrida.
"Aquele que decidiu ficar na clandestinidade perdeu os benefícios", afirmou Toledo Leme. "A grande maioria estava em final de condenação e teria a liberdade parcial ou total em pouco tempo". Ele disse ainda que, quando for recapturado, o preso vai ficar "um bom tempo na cadeia até conseguir ganhar novamente a confiança da direção do presídio, dos promotores e juízes". Carandiru - A quantidade de beneficiados pelo indulto nos presídios da capital foi pequena. Da Casa de Detenção saíram 154 presos, dos quais 41 não voltaram. Da Penitenciária do Carandiru saíram 39; 13 continuam nas ruas. A Penitenciária de Franco da Rocha foi a que teve o maior número de detentos liberados, 1.520. Desse grupo, 145 não voltaram. No Centro de Observação Criminológica (COC), o único condenado que saiu voltou na segunda-feira. (Renato Lombardi)