Proprietários de 18 olarias e cerâmicas de Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana) decidiram se mobilizar para obter um valor diferenciado da tarifa do pedágio. Eles se dizem inconformados com o prejuízo que as praças de pedágio estão causando ao preço final de seus produtos. Além da confecção de adesivos e faixas em defesa de sua reivindicação, os líderes do movimento não descartam a possibilidade de organizar protestos junto aos locais de pedágio nos próximos dias.
O proprietário da Cerâmica Londrina, José Natalino Palocco, argumenta que existem duas praças de pedágio muito próximas de Ortigueira, nos sentidos norte e sul do Estado. ‘‘Qualquer deslocamento de cargas representa um acréscimo considerável no custo final do tijolo’’, justifica.
Palocco observa que não dá para ter preço competitivo, em relação aos ceramistas de outros municípios como Cândido Abreu e Jataizinho. Os empresários de Ortigueira baseiam-se no acordo firmado recentemente pela concessionária Econorte com a Prefeitura de Jataizinho, beneficiando toda a cidade com uma tarifa diferenciada.
‘‘O pedágio está inviabilizando não só as olarias, mas também outros segmentos produtivos de Ortigueira, e isso poderá acarretar a demissão de muitos trabalhadores’’, avalia José Natalino Palocco.
Com o apoio da prefeita Marlene de Mattos, os donos de cerâmicas e representantes de outros setores do comércio e indústria de Ortigueira, encaminharam há 10 dias um documento à Rodonorte, concessionária da Rodovia do Café, oficializando sua reivindicação.
A assessoria de imprensa da Rodonorte anunciou ontem que até sexta-feira a empresa irá dar um parecer em relação ao documento, que está sendo avaliado pela assessoria jurídica da concessionária.

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