Cepeve reivindica ganho mínimo com coleta seletiva
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os trabalhadores da Central de Pesagem e Venda (Cepeve), organização dos catadores de material reciclável em Londrina, iniciaram uma campanha para conscientizar a sociedade sobre a necessidade de ajuda do poder público para a manutenção do sistema. Estão distribuindo panfletos em que reivindicam que os ganhos de cada reciclador seja pelo menos de um salário mínimo. A reivindicação também foi apresentada à administração municipal em reunião na tarde de ontem na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
Este foi o primeiro encontro do grupo de trabalho formado para definir uma possível reestruturação do sistema, em crise desde que os preços do material reciclável despencaram. O documento aponta a possível fonte do recurso: Os milhões arrecadados pela Prefeitura de Londrina com a taxa de lixo. Segundo dados da Cepeve, o preço do quilo do papelão caiu de R$ 0,10 para R$ 0,05 e o da sucata de R$ 0,18 para R$ 0,05. Estamos chamando a sociedade para conhecer e dar a devida importância ao nosso trabalho. Hoje o sistema é injusto. O que também queremos é encontrar uma solução que seja boa para o sistema e para os trabalhadores, afirmou a presidente da Cepeve Sandra Araújo Barroso Silva.
A forma de apoio do poder público é um dos temas em discussão no grupo de trabalho, que tem participação da Cepeve, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Acil, Conselho Municipal do Meio Ambiente e ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE). Uma sugestão da Cepeve é que o poder público ajude na coleta dos materiais.
Para o diretor de operações da CMTU, Paulo Bombassaro, esta definição depende de um diagnóstico completo do sistema, que será elaborado pela companhia. O estudo vai indicar quantos trabalhadores dependem hoje da coleta seletiva e o grau de organização das ONGs. Outro levantamento vai indicar o modelo mais adequado para as ONGs responsáveis atualmente pelo recolhimento: cooperativa ou associação.
O grupo de trabalho volta a reunir-se na quarta-feira. O objetivo, segundo Bombassaro, é definir uma forma de deixar uma solução positiva para o sistema para a próxima administração. Sabemos do problema social envolvido nesse processo e a administração municipal está sensível a esta situação, ressaltou.


