Centros ensinam a economizar energia
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de maio de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Duas gigantes do setor de iluminação já gastaram juntas este ano quase R$ 600 mil em centros de capacitação para ensinar eletricistas, arquitetos, engenheiros, decoradores e estudantes como utilizar melhor os recursos da iluminação tendo em vista a economia de energia. O objetivo é demonstrar as tecnologias inovadoras e fazer com que a escolha do produto seja a mais adequada possível.
Na quarta-feira passada, a Philips inaugurou um centro de capacitação em São Paulo com investimentos de R$ 231 mil. No mês passado foi a vez da General Eletric, que gastou R$ 350 mil na reinauguração do Instituto de Iluminação GE, com sede no Rio e em São Paulo.
Nosso mercado está carente de informações, diz o gerente de produto da Philips Lighting, Sergio Merker Binda, destacando a questão da conservação de energia diante do racionamento. Nesse centro de capacitação, as concessionárias poderão conhecer as novas tecnologias para conservação, com cursos especificamente voltados para esse tema. Os cursos são gratuitos e começarão a partir da segunda semana do mês que vem.
O Instituto GE dará início às aulas nesta semana. Elas serão em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os cursos, com um dia de duração, irão abordar temas como meios de economizar energia, processos de tarifação, problemas do setor, dicas de uso dos produtos, entre outros. A estimativa é de que 5 mil profissionais passem pelos cursos em 2001.
Para o consumidor comum que quer saber como racionalizar o uso de energia, a Philips tem um serviço de orientação técnica, conhecido como Spot, onde poderão ser obtidas informações por telefone.
Nas últimas semanas, o número de consultas no serviço Spot quintuplicou, diz o vice-presidente de Lâmpadas da Philips, José Roberto Siqueira. Entre as orientações dadas para o consumidor que deseja comprar as lâmpadas fluorescentes compactas, as mais econômicas, ele recomenda que seja dada preferência ao produto de marca conhecida e que tenha garantia especificada no rótulo. Hoje há mais 38 marcas no mercado e apenas três ou quatro são conhecidas, diz Siqueira.


