Vânia Moreira
De Umuarama
Fica pronto esta semana o prédio que vai abrigar o Centro de Internamento Provisório para Menores Infratores de Umuarama. O centro, construído ao lado da Delegacia de Polícia, vai atender os cinco municípios da comarca e permitirá ao juizado da infância e juventude aplicar com mais frequência a medida de internação por 45 dias, uma das medidas educativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Por falta de local adequado, os adolescentes apreendidos cometendo infrações na cidade são colocados em liberdade imediatamente. O estatuto não permite que menores fiquem na cadeia com presos comuns.
Com 500 metros quadrados, o centro de internamento poderá abrigar até 14 meninos e meninas infratores. Tem sete celas especiais, refeitório e salas para atividades. A intenção é oferecer atendimento psicológico, atividades culturais, ensino profissionalizante e outros atendimentos para recuperar e ressocializar os adolescentes.
Segundo a secretaria municipal do Bem Estar Social, Ana Laura Carvalho Rosa, a construção custou R$ 120 mil ao governo do Estado. Os municípios beneficiados ficarão responsáveis pelo equipamento e manutenção do centro. Ainda não há previsão de quando o abrigo começa a funcionar.
De acordo a secretária, a manutenção vai ter de ser negociada com os outros municípios da comarca: Perobal, Ivaté, Douradina e Maria Helena. A prefeitura de Umuarama vai propor a criação de um consórcio intermunicipal para administrar o centro. Cada município assumiria um percentual das despesas proporcional ao número de adolescentes enviado ao centro.
‘‘Nas próximas semanas, vamos visitar centros de internamento que já estão em funcionamento em busca de sugestões para apresentar às outras prefeituras’’, informou a secretária.
A Vara da Infância e Juventude do Fórum de Umuarama tem aproximadamente 110 processos envolvendo adolescentes infratores, a maior parte envolvida em furtos e uso de drogas. A Polícia calcula que aproximadamente 90% dos arrombamentos na cidade são praticados por menores. Alguns chegam a ser detidos várias vezes, mas por falta de local adequado para internamento são devolvidos aos pais. Somente os casos mais graves são encaminhados para internamento no Educandário São Francisco, em Curitiba.

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