Centro de Recuperação terá que passar por adequações
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Londrina- A vistoria feita pela Vigilância Sanitária no Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoolistas Libertad, na Zona Leste de Londrina, identificou que apenas ''pequenas adequações'' serão necessárias para que a entidade receba a licença de funcionamento do órgão. A visita foi pedida pela Promotoria dos Direitos e das Garantias Constitucionais. No início da semana o coordenador da entidade Moacir Mansur Maru foi preso com base num mandado de prisão expedido pelo Juizado da Vara de Execuções Penais (VEP) de Porto Alegre (RS).
As exigências são as seguintes: obrigatoriedade de curso de manipulação de alimentos para quem trabalhar na cozinha, impermeabilização de armários e melhorias na limpeza e na organização. ''São situações não afetam o funcionamento da entidade'', declarou o gerente da Vigilância Sanitária Moacir Gimenez Teodoro. A entidade tem 20 dias de prazo para fazer as adequações.
Ele acrescentou que a documentação da entidade está em dia. E que o licenciamento sanitário está em fase de verificação. A visita teve acompanhamento de uma equipe do setor de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, com objetivo de o plano terapêutico da entidade.
O advogado Daniel Toledo de Sousa disse que o pedido de reconsideração junto à VEP de Porto Alegre deveria ser avaliado até o final da tarde de ontem.
A mãe de um ex-interno do local procurou a Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constituicionais para denunciar maus-tratos na entidade. Segundo ela, o filho e um sobrinho deixaram a instituição por presenciarem e sofrerem agressões.
A mulher, que preferiu ter a identidade mantida em sigilo, relatou que o filho permaneceu internado por mais de um mês. E que ele não alertou a família sobre a situação por ser impedido pelos funcionários. Sem saber dos supostos maus-tratos, ela indicou a instituição para um sobrinho, que tentou fugir e teria sido levado de volta por seguranças. Outra queixa dela é contra uma discussão com o coordenador Moacir Mansur Maru, em que ela teria sido agredida verbalmente. ''Eles não queriam devolver os documentos dele'', declarou. O filho e o sobrinho, segundo ela, estão afastados do álcool atualmente e trabalhando.
O advogado da Libertad, Daniel Toledo de Sousa, afirmou que ''desconhece'' qualquer tipo de atitude neste sentido por parte da entidade. Informou ainda que pretende responsabilizar a autora da denúncia por ''denegrir a imagem da clínica.''
A reportagem tentou contato com o promotor Paulo Tavares, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.


