Curitiba- Profissionais do Centro de Estudos, Defesa e Educação Ambiental (Cedea), entidade que atua na preservação do meio ambiente, denunciam a ocorrência de desmatamentos em Doutor Ulysses (117 km ao norte de Curitiba). Segundo Laura Jesus de Moura e Costa, coordenadora do grupo, uma empresa de reflorestamento estaria devastando áreas de mata nativa na região do Quilombo do Varzeão. Além disso, nesta semana, o Cedea foi informado de que um fazendeiro também teria desmatado uma área na propriedade dele.
''Estamos encaminhando denúncias por escrito desde o ano passado ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e à Polícia Florestal. O Governo do Estado diz que tem tolerância zero com crimes ambientais, mas os desmatamentos continuam'', disse Laura.
A coordenadora afirmou que no dia 23 de fevereiro representantes do IAP e da Polícia Florestal estiveram em áreas indicadas pelo Cedea e constataram a devastação. Mas, segundo Laura, depois disso a entidade não recebeu outras informações. ''Queremos uma ação efetiva. Não basta ir lá e constatar o desmatamento. Tem que ter uma ação que previna o corte'', apontou a coordenadora.
Laura comentou que Doutor Ulysses tem uma grande biodiversidade, com exemplares de canela, imbuía, pinheiro, peroba, cedro e outras espécies. Ela não soube estimar quanto já foi devastado no município. ''Mas é uma área grande'', garantiu.
A Folha tentou obter informações sobre as denúncias junto ao IAP por dois dias, mas até o fechamento dessa edição não havia recebido resposta. O Ministério Público relatou que foi informado sobre o desmatamento em Doutor Ulysses pelo Cedea em dezembro do ano passado, e que enviou um ofício para o IAP para requisitar providências e informações. Segundo o MP, por enquanto não houve retorno.

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