Montevidéu, 06 (AE-IPS) - As centrais sindicais do Mercosul vão exigir na cúpula de amanhã (07), em Montevidéu, maior democracia nas decisões e um lugar na agenda do bloco para os assuntos sociais. Analistas acreditam que as chances de os sindicalistas serem ouvidos é mínima já que desde a criação do Mercosul, em 91, a participação sindical tem sido relegada à marginalidade.
Para o sindicalista uruguaio Julio García, os problemas sociais "sempre estiverem ausentes do processo". Para os sindicalistas, a Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul cumpre função decorativa dentro do processo, quando deveria, ao contrário, ser seu principal protagonista. Garcia é um dos organizadores da reunião da Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) que começou hoje em Montevidéu e que terá sessões paralelas à cúpula e suas reuniões preparatórias.
A CCSCS foi criada em 1986 e é integrada pelo Plenário Intersindical de Trabalhadores do Uruguai, Central Unitária de Trabalhadores do Paraguai, Confederação Geral do Trabalho da Argentina e CUT, CGT e Força Sindical, do Brasil. A Central Única dos Trabalhadores do Chile e a Central Operária Boliviana representam as nações associadas ao Mercosul. Para Jorge Vanerio
da Federação dos Empregados do Comércio da Argentina, chegou a hora de os governantes levarem em conta as propostas dos sindicalistas porque, do contrário, "os conflitos sociais vão crescer".

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