Brasília, 09 (AE) - As três maiores centrais sindicais do País - CUT, CGT e Força Sindical - vão investir no Programa de Apoio e Desenvolvimento da Fruticultura Irrigada do Nordeste, cada uma com 300 hectares de produção num projeto-piloto no Vale do Açu, no Rio Grande do Norte. Os investimentos previstos são de R$ 300 mil em cada projeto, onde deverão trabalhar 30 famílias que serão selecionadas pelas centrais sindicais na própria região.
"Além da possibilidade de oferta de empregos num momento de crise, queremos introduzir as frutas na cesta básica dos trabalhadores, ajudar no desenvolvimento da região e aproveitar o potencial exportador de frutas do País", destacou o diretor de política e organização da CGT, Airton Guibert.
Representantes das três centrais sindicais discutiram hoje a proposta com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Ailton Barcellos, coordenador do programa de fruticultura irrigada do Nordeste. Eles querem definir, até junho, os critérios para seleção das famílias que participarão dos projetos e as possíveis fontes de financiamento, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), entre outras.
Guibert ressaltou que a experiência-piloto poderá servir para desacelerar o êxodo rural no País, mantendo trabalhadores nas regiões com "um mínimo de dignidade", além de gerar novos polos de desenvolvimento no País.
A CGT, disse ele, pretende tornar o projeto rentável e já se articulou com o movimento sindical dos Estados Unidos, através da Labor International Union North America (LIUNA) para garantir o escoamento da produção no semi-árido do Nordeste. "Não adianta produzir sem ter como comercializar", observou.
Guibert também destacou a necessidade de os sindicatos brasileiros começarem a descobrir outras fontes de renda "além das clássicas", como fazem as representações de trabalhadores no mundo inteiro. "Queremos que o programa tenha viabilidade para que possa ser levado a outras áreas", explicou.

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