Brasília, 7 (AE)- Cento e trinta cooperativas agropecuárias de todo o País já foram aprovadas para participar do Programa de Revitalização das Cooperativas Agropecuárias (Recoop), o chamado "Proer da Agricultura", que vai destinar R$ 2,1 bilhões na reestruturação das empresas.
Do total de 339 cooperativas que encaminharam projetos de viabilidade econômico-financeira ao Comitê Executivo do Recoop, as primeiras 130 aprovadas terão suas propostas encaminhadas aos bancos para a renegociação das dívidas e análise dos projetos de investimentos pretendidos. A cada semana
o comitê pretende analisar cerca de 40 novos projetos, concluindo o trabalho até o final de junho. O coordenador do Comitê Executivo do Recoop, José Gerardo Fontelles, disse à Agência Estado que o governo pretende criar um sistema de controle das cooperativas para acompanhar se elas estão acatando as medidas sugeridas pelo comitê.
"Vamos tomar medidas enérgicas, pois o Tesouro vai investir R$ 2,1 bilhões no programa", assegurou. A idéia é criar uma comissão nacional, integradas pelos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Trabalho e Previdência Social e mesmo número de representantes do setor privado - do cooperativismo - para monitorar as operações das cooperativas. Apesar de a Constituição não permitir a intervenção do governo nas cooperativas (artigo 5º, inciso 8º), o sistema de controle deverá ser criado através do SESCOOP - Serviço Social do Cooperativismo, criado juntamente com o Recoop. Gerardo Fontelles informou ainda que o governo pretende fortalecer o cooperativismo no Nordeste.
Projetos - As cooperativas aprovadas no Recoop terão prazo de 15 anos para o pagamento das dívidas, estimadas em R$ 900 milhões, de acordo com o coordenador do comitê-executivo do programa, José Gerardo Fontelles. A aprovação do projeto técnico pelo comitê representa o enquadramento definitivo no Recoop e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) vai orientar as cooperativas no relacionamento que passarão a ter com os bancos.
Na avaliação de Gerardo Fontelles, em no máximo dois meses, os bancos deverão receber os projetos de todas as cooperativas, e um mês depois os financiamentos poderão ser iniciados.
A maior parte das 130 cooperativas já aprovadas é do Rio Grande do Sul, com 37 empresas. Em seguida vem Minas Gerais, com 22, Santa Catarina com 19, São Paulo com 16 e Paraná, com 10. A OCB vai comunicar às cooperativas que seus projetos estão aprovados e, segundo o diretor-executivo da entidade, Amilcar Gramacho, a lista ainda não será divulgada publicamente para evitar problemas com as cooperativas cujos projetos estão em análise. Eis, por Estado, o número de cooperativas já aprovadas: Alagoas 1; Amazonas 1; Ceará 2; Distrito Federal 1; Goiás 8 Minas Gerais 22; Mato Grosso do Sul 1; Mato Grosso 4; Pará 1 Pernambuco 1; Piauí 2; Paraná 10; Rio de Janeiro 2; Rondônia 1; Rio Grande do Sul 37; Santa Catarina 19; Sergipe 1 e São Paulo 16.

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