Cento e quinze pessoas morrem em acidente aéreo
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segunda-feira, 15 de abril de 2002
Kim Jae-Hwan France Presse 
Gimhae, Coréia do Sul - Cento e quinze pessoas morreram, 12 estão desaparecidas e 39 ficaram feridas na queda de um avião da companhia nacional chinesa, ontem, na Coréia do Sul, informou Kim Ki-tae, chefe do corpo de bombeiros.
O Boeing 767-200 da Air China, com 166 pessoas a bordo, bateu numa colina quando tentava aterrissar em meio à neblina e à chuva. O avião deveria aterrissar em Busan, vindo de Pequim.
As autoridades destacaram que vários feridos estão em estado grave. O Boeing 767-200 do vôo CA129 da Air China caiu numa área urbana, próximo ao aeroporto de Busan-Gimhae, na costa Sul da península coreana, quando realizava o vôo entre Pequim e Busan, com 155 passageiros e 11 tripulantes.
O avião bateu numa colina próxima de Gimhae, onde fica o aeroporto de Busan, o grande porto da costa Sul da Coréia do Sul, em meio à chuva e à neblina.
O aparelho caiu às 11h23 (2h23 GMT) numa região habitada ao Norte de Busan, destruindo centenas de árvores e projetando destroços incendiados ao seu redor. Esse obstáculo impediu que o avião batesse num conjunto de edifícios.
Foram necessárias quatro horas para apagar o fogo, informaram testemunhas. Não houve vítimas em terra. Segundo a administração chinesa da aviação civil, 19 chineses, 135 sul-coreanos e um uzbeque eram passageiros. A tripulação era formada por três pilotos, oito aeromoças e comissários de bordo, disse uma porta-voz, sem informar suas nacionalidades.
A caixa preta foi encontrada no local.
Um representante do Ministério dos Transportes disse que o avião teve dificuldades para aterrissar e caiu na segunda tentativa de descer. É o acidente de avião mais grave na Ásia desde que um Boeing 747 da Singapore Airlines caiu em outubro de 2000, provocando a morte de 78 das 179 pessoas a bordo.
Um dos sobreviventes, Suh Jin-Shik, de 46 anos, disse: fui despertado por uma enorme explosão e pendurado numa árvore. Escutamos o anúncio da aterrissagem e tinham começado a colocar música. O choque foi cinco minutos depois, afirmou Park Choon-Ja, outro chinês de origem coreana.
Centenas de policiais e integrantes dos serviços de socorro procuravam restos do aparelho na colina de 400 metros de altura, tentando encontrar mais sobreviventes. A chuva e o solo não firme tornaram mais difíceis as operações de socorro, para a qual foram mobilizados cerca de 500 bombeiros e dez helicópteros.
Em Pequim, um dirigente da China Airlines ressaltou que era a primeira vez que a companhia nacional era vítima de uma catástrofe aérea. Jonathon Dong, diretor de relações públicas da Boeing na China, declarou que o avião tinha registrado mais de 39 mil horas de vôo desde sua entrega à companhia há 17 anos.
Em Seul, o presidente Kim Dae-Jung pediu ao governo que desse total apoio aos possíveis sobreviventes e seus familiares.


