Centenas se reúnem em velório de estudante; polícia tenta provar ajuda a atiradores
LITTLETON, EUA, 23 (AE-AP) - Centenas de pessoas se reuniram nesta sexta-feira (23) para o primeiro velório de uma vítima do massacre da Columbine High School, enquanto investigadores procuravam por mais evidências de que os dois atiradores tiveram ajuda em um aparente golpe para explodir o prédio da escola.
Mais de 900 pessoas participaram do velório de John Tomlin, de 16 anos, na Igreja Foothills Bible. Ele poderá eventualmente ser sepultado em Wisconsin. O médico legista ainda tinha que liberar os corpos para as famílias.
Ainda nesta sexta-feira, o governador andou pela escola e saiu dizendo que investigadores estavam quase convencidos de que os dois jovens armados tiveram ajuda de outras pessoas. A polícia informou que câmeras poderão fornecer evidências cruciais de uma conspiração.
"Há mochilas com bombas por todos os lados", disse o governador Bill Owens. "Os oficiais estão convencidos de que houve mais pessoas envolvidas. Há muita coisa lá."
As câmeras de segurança espalhadas pela escola não gravam continuamente e cada câmera tem imagens de uma semana atrás, informou o tenente John Kiekbusch. Ele disse que funcionários não assistiram novamente às fitas e não sabiam se as câmeras estavam gravando no momento do tiroteio.
"Seria ideal que elas mostrassem a movimentação e talvez a real localização de alguns dos artigos explosivos", declarou Kiekbusch. "Se este for o caso, nós teremos evidências muito importantes."
Investigadores vasculharam o campus em busca de explosivos escondidos um dia depois da descoberta de uma poderosa bomba de propano de nove quilos. O fato levantou suspeitas de que Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17, pretendiam destruir a escola e que eles poderiam ter obtido ajuda para transportar o arsenal.





